- Insegurança disfarçada de Autoridade: Geralmente são pessoas inseguras que podem disfarçar sua maior fraqueza apresentando-a como se fosse sua força, então disfarçam a insegurança usando autoritarismo e dão ênfase excessiva a sua própria autoridade.
- Elitismo espiritual: essas pessoas induzem outras a crer que, por seu cargo na igreja, são mais ungidas do que qualquer outra, por isso são espiritualmente mais capazes, mais santas, mais maduras, tem mais conhecimento bíblico, mais intimidade com Deus e mais unção. Com esse "selo de qualidade", atraem pessoas que querem servi-las a fim de alcançarem tal status espiritual, fortalecendo o sistema religioso legalista.
- Distorção das Escrituras: por conseguirem enganar as pessoas e a si mesmo que é um ser mais espiritual, tem revelações que mais ninguém tem. Por isso pode interpretar a Bíblia como melhor lhe convém,e no final, essa é a regra para interpretação dos textos: a conveniência. Por exemplo, Romanos 13:1 é interpretada falaciosamente: "Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus." - mas, pelo contexto, o texto é direcionado especificamente as “autoridades governamentais”. Não há evidência nem margem exegética nenhuma para afirmar que é direcionada também a “autoridade eclesiástica”. Mas é um texto muito utilizado por eles para estabelecer sua autocracia desrespeitando o contexto e assim as regras de exegese e hermenêutica.
- Submissão incondicional: Eles induzem seus liderados a acreditar que devem se submeter completamente, sem o direito de questionar; porque se os líderes estiverem errados, isso é problema deles com Deus, e Deus ainda assim abençoará àqueles que se submetem incondicionalmente porque estão observando um princípio bíblico. mas isto é uma distorção dos princípios da obediência e da autoridade. Deus se permite ser questionado, como um homem mortal não o seria? Jesus pede submissão incondicional a Ele, fato que o distinguia de todos os rabinos e mestres de sua época. Não podemos amar a Deus como Senhor e a outra pessoa da mesma forma, não podemos ter dois senhores. Não podemos servir incondicionalmente a Deus e a qualquer outro ser. Nisto está a liberdade que Deus nos deu. Se servimos a Ele, não precisamos servir a homens. é curioso como um espírito de rebelião se manifesta tanto para "defender" a autoridade. Mas não faz isso para defender a autoridade dada por Deus, mas seus próprios interesses.
- Proibição de críticas: Por ser inseguro, não permite o livre pensamento nem discussões, nem admite ser questionado. Ele é para si mesmo, um deus, mas sabe que isto é uma ilusão. Mas qualquer pergunta que ameace sua soberania será punida com rigor. É semelhante a doutrina da infalibilidade papal, mas com evangélicos.
- Inversão da realidade: Inverter os fatos é sua tática favorita. Ele persegue alguém e espreme essa pessoa até que ela não faça oque Deus quer. Se ela recusar, ele vai rotular a vítima como "rebelde", mas isso é apenas projetar nos outros a sua própria realidade. São pessoas orgulhosas, arrogantes e não raro, invejosas. Nunca aceitariam ouvir de alguém que estão sendo rebeldes. Para eles, estão apenas exercendo a autoridade e o mundo se divide em "os que me obedecem" e "os que não me obedecem".
- Legalismo extremo: Uma excelente forma de manipular seus escravos é utilizando-se do legalismo extremo. Nunca ninguém será páreo para a santidade dele. Ele é o santo dos santos, e busca o perfeccionismo e santidade exterior apenas para ser o primeiro a poder tacar pedras nos pecadores, pedras que alicerçam sua "autoridade". Perto dele, todos precisam ter cuidado com oque falar, não tolera piadinhas inocentes nem senso de humor e está sempre com um microscópio para olhar as falhas dos outros. Mas não vê as suas próprias falhas, como por exemplo, fato de a santificação ser realizada a partir de propostas do Espírito Santo e não esquemas humanos.
- Chicote na mão: Este tipo de pessoa comete abusos de autoridade sem pensar duas vezes, porque para ela, as pessoas são apenas escravos e escravos não merecem respeito e são descartáveis."E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, que os exatores de Faraó tinham posto sobre eles, dizendo estes: Por que não acabastes vossa tarefa, fazendo tijolos como antes, assim também ontem e hoje?" - Êxodo 5:1.
- Efeitos devastadores: o abuso de autoridade é devastador. A pessoa demonizada quer um reino para si, o leviathan apenas deseja destruir o Reino de Deus, destruindo a igreja. Esta pessoa pode rachar uma igreja e fundar outra denominação, mas não conseguirá se estabelecer como líder pois não é uma autoridade ungida por Deus. O resultado? Pessoas feridas, decepcionadas com Jesus e com a igreja, e que terão dificuldades em confiar em outras pessoas novamente devido ao alto grau de confiança que tiveram. Como foram traídas, acabam assimilando que confiar pode trazer dor. Mas o amor não tudo crê, e na verdade, oque está bloqueado nelas não é a confiança, mas a própria capacidade de amar.
- Bullying: a pessoa que contraria o demonizado se torna o "leproso do arraial". Além de ser rotulado como rebelde, passa a ridicularizado, menosprezado, desmoralizado e isolado do resto do rebanho. A finalidade é excluir esta pessoa do "sistema" do leviathan. Pode ser um sistema dentro da igreja ou a própria igreja. Como o leviathan é mestre em disfarces, parece apenas uma questão pessoal, uma divergência de opiniões, mas na verdade, é o leviathan empurrando pessoas ladeira abaixo para o inferno. Os "desligamentos" se tornam frequentes e comuns, e até aparentemente louváveis porque a pessoa tem a liberdade de se desligar de um local onde não se enquadra. Ou então ninguém procura a pessoa porque não entendem como alguém pode se rebelar contra Deus. Mas na realidade aquela pessoa foi excluída de forma traumática e poucos sabem.
Parte III ->>











